O tempo não
é apenas uma sucessão de dias: é um rio mítico que arrasta consigo não só os
fatos, mas também os símbolos que se infiltram na memória coletiva como raízes
invisíveis. Cada ciclo que se abre é como uma clareira na mata; um espaço de
revelação, onde o humano reencontra o sagrado. Assim como os impérios se erguem
e desmoronam, deixando ruínas que se tornam sementes para civilizações futuras,
também os ciclos espirituais se renovam, trazendo novas forças que guiam o
destino da humanidade.
Na
antiguidade, os caldeus, habitantes da fértil Mesopotâmia, ergueram seus olhos
ao céu e, como se fossem orientados por inteligências superiores, desenharam
mapas de estrelas como quem decifra o rosto dos deuses. Trouxeram grande
influência na Mesopotâmia e, além de estabelecerem um poderoso império, legaram
à humanidade grandes avanços na astronomia e astrologia, demonstrando uma
profunda sabedoria e uma notável capacidade de organização do conhecimento. Sua
paixão pelos mistérios do cosmos e seu esforço em decifrá-los os tornaram
verdadeiros pioneiros da observação e do estudo dos astros. Criaram a Estrela
dos Magos; uma estrela simbólica de sete pontas, onde astros e divindades se
entrelaçavam ao ritmo dos dias e dos anos. Para eles, o início de um ciclo não
era apenas cronológico: era um pacto espiritual. O astro que regia o primeiro
dia do ano, tornava-se guardião de todo o período, imprimindo sua marca sobre o
destino coletivo.
Séculos se passaram, impérios se dissolveram como areia ao vento, mas a lógica dos ciclos permaneceu. Somente nas tradições afro-brasileiras do Candomblé e da Umbanda a maneira utilizada para descobrir o Orixá regente é realizada através do jogo de búzios. Esse oráculo ancestral, o Babalorixá ou Iyalorixá pede orientação diretamente ao mundo espiritual. O resultado vale, sobretudo, para o próprio terreiro, influenciando quem participa daquela comunidade.
Porém, seguindo
a lógica dos ciclos, em 2026, o calendário se abre em uma quinta-feira, dia consagrado
a Oxóssi, o caçador, senhor das matas, guardião da fartura e da sabedoria
silenciosa que habita o coração verde do mundo.
Oxóssi não
é apenas um Orixá: é arquétipo, é metáfora viva da busca. Sua flecha é mais que
arma: é linha de destino, é seta que atravessa o invisível e aponta para
horizontes ainda não revelados. Sob sua regência, 2026 se anuncia como um ano
de descobertas, de abertura de caminhos e de aprendizado profundo sobre a
relação entre humanidade e natureza.
Vejamos a Influência de Oxóssi em Diferentes Campos da Vida:
No campo
psicológico, Oxóssi sopra ventos de expansão sobre a mente. Ele convida ao
desapego dos velhos padrões e à leveza de quem caminha pela mata sem carregar
fardos. Sua energia favorece a intuição, como se cada pensamento fosse uma
trilha secreta que conduz ao autoconhecimento. A ansiedade se dissolve no
contato com o verde, na meditação que imita o silêncio das árvores, nas
práticas que ampliam a consciência. É um tempo fértil para quem deseja
ressignificar crenças e abrir espaço para o novo.
No campo
profissional, o caçador observa antes de lançar sua flecha. Assim será 2026: um
ano de paciência estratégica, de visão ampla e de ação precisa. O mercado se
abre em clareiras de criatividade, inovação e sustentabilidade. Profissionais
que souberem unir racionalidade e intuição colherão frutos mais abundantes. É
também um tempo de aprender a valorizar os recursos, como quem respeita cada
fruto da mata, evitando desperdícios e honrando a abundância que já existe.
No campo afetivo, Oxóssi rege o coração com a
liberdade da floresta. O amor sob sua regência é vasto, misterioso, cheio de
descobertas, ensinando como caminhar por trilhas desconhecidas. Relações que já
não florescem podem se dissolver, abrindo espaço para vínculos mais autênticos,
enraizados no respeito e na verdade. Oxóssi rege o coração com liberdade e
autenticidade. Nos relacionamentos, sua influência favorece encontros que
expandem a alma e trazem crescimento mútuo, sem aprisionar o outro. O amor sob
Oxóssi é como a floresta: vasto, misterioso e cheio de descobertas. Relações
desgastadas podem se dissolver, dando espaço a novas conexões mais alinhadas
com a essência de cada indivíduo.
No campo da
Saúde, Oxóssi é o guardião da cura pela natureza, inspirando práticas que
devolvem ao corpo sua vitalidade original. Alimentação natural, contato com o
verde, exercícios que unem movimento e respiração: tudo isso será fonte de
equilíbrio. É um ano propício para terapias integrativas, para a fitoterapia e
para o reencontro com a medicina ancestral. O estresse deve ser combatido com
pausas conscientes, como quem repousa à sombra de uma árvore e escuta o canto
invisível da floresta.
Como
filosofia e busca do sentido da vida, Oxóssi nos ensina que viver é decifrar
símbolos. Cada ser humano é um arqueiro em busca de alimento espiritual, de
caminhos de realização. Sua flecha aponta para o equilíbrio entre progresso e
preservação, entre liberdade e responsabilidade, entre desejo e sabedoria. A
verdadeira abundância não está apenas na conquista material, mas na capacidade
de reconhecer a riqueza que já nos cerca: o saber, os vínculos, a própria
jornada.
Sob sua
regência, 2026 será um ciclo de expansão e reconexão. Oxóssi nos guia para
mirar alto, mas também para ouvir o silêncio da mata, lembrando que o caminho
cotidiano é tão sagrado quanto o destino que pretendemos chegar. O futuro é
sempre uma caçada pela verdade interior, e aqueles que percebem esse chamado
oculto encontrarão um ano de aprendizados profundos e de comunhão com a
verdadeira essência da vida.
Invocação ao Orixá:
Oxóssi,
senhor das matas, arqueiro do invisível, guia meus caminhos em 2026.
Que tua
flecha me ensine a mirar metas certeiras, mas também a ouvir o silêncio da
minha floresta interior.
Que as
exalações da tua exuberante floresta sagrada possam me revelar que o caminho
diário é tão importante e sagrado quanto o destino que eu almejo alcançar.
Que tua
presença me lembre que o futuro é sempre uma busca pela verdade interior.
Assim, 2026
não será apenas um ano: será rito, será oferenda, será expansão.
Oxóssi nos
chama, e quem ouvir seu canto oculto encontrará liberdade, sabedoria e
abundância.
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