Cada desafio que surge
é um convite para transformar o inconsciente em consciência, para abandonar a
letargia e o vitimismo e assumir a responsabilidade criativa de moldar o
próprio destino. É nesse ponto que os filósofos gregos nos legaram quatro
dimensões do tempo, cada uma com sua função psicológica e existencial.
Neste artigo vamos elucidar como você pode ter uma percepção consciente desses quatro tempos distintos, que agem de forma conjunta e simultânea em todos os momentos na sua vida diária!
O primeiro tempo
pertence a Urano: A Imaginação Criadora.
Urano, na mitologia foi
castrado do tempo linear, permanecendo como potência criativa. É o tempo
mítico, onde a imaginação abre horizontes.
Exemplo antigo: os poetas que, sem
ferramentas materiais, criavam mundos inteiros apenas com palavras.
Exemplo moderno: o cientista que, antes
de qualquer fórmula, precisa imaginar o impossível, tal como Einstein
visualizando a viagem de um raio de luz. Urano nos lembra que toda ação começa
como imagem mental, como ideal que antecede a realidade.
Assim, Urano no
cotidiano é o tempo dos sopros iniciais e dos lampejos criativos.
No trabalho: é o momento em que
surge uma ideia inovadora, antes mesmo de ser viável. Por exemplo, o engenheiro
que imagina carros elétricos quando ainda não havia tecnologia suficiente para
produzi-los.
Nas relações: é a capacidade de imaginar novas formas de
convivência, como quando alguém decide reinventar a rotina familiar para
torná-la mais harmoniosa.
Na espiritualidade: é a visão interior que
inspira práticas, como a meditação ou a oração, que nascem da imaginação de um
estado mais elevado de consciência.
Depois temos Zeus representado por Júpiter: O Tempo da Organização e da Expansão.
Zeus simboliza a ordem
que dá forma ao caos. É o tempo em que ideias se estruturam e se expandem.
Exemplo antigo: a fundação das cidades
e estados gregas, onde mitos se transformaram em instituições.
Exemplo moderno: um empreendedor que
organiza sua visão criativa em um plano de negócios e transforma imaginação em
estrutura. Zeus nos ensina que sem disciplina e organização, a imaginação
permanece apenas sonho.
Assim, Zeus consegue gerar
disposição que traz a força necessária para formatar o caos criativo.
No trabalho: isso permite transformar
ideias em projetos estruturados que organizam sonhos em modelos de negócio.
Nas relações: ajuda a estabelecer
acordos e regras que sustentam a convivência, como casais que criam rotinas
para equilibrar vida pessoal e profissional.
Na espiritualidade: permite expandir
práticas criativas em comunidades, como grupos que se reúnem para meditar ou
estudar textos sagrados.
Em seguida temos Cronos
representado por Saturno que comanda o Tempo Linear e pede Responsabilidade.
Cronos é o tempo que
devora seus filhos, o tempo cronológico que mede dias, meses e anos.
Exemplo antigo: os agricultores que
dependiam das estações para plantar e colher.
Exemplo moderno: nossas agendas, prazos
e compromissos que exigem disciplina. Cronos nos lembra que a vida exige
responsabilidade, que o tempo não espera e que cada obrigação cumprida
fortalece nossa maturidade.
Além disso, Cronos
exige constância.
No trabalho: temos que cumprir
prazos, manter agendas e respeitar compromissos. É o tempo da produtividade
regrada.
Nas relações: precisamos cultivar
vínculos através da constância de visitas regulares, mensagens e cuidado
diário.
Na espiritualidade: precisamos manter
práticas contínuas, como rezar ou meditar todos os dias, mesmo sem resultados
imediatos. Cronos ensina que a maturidade nasce da repetição disciplinada.
Por fim, temos Kairós, representado
pelo Sol que outorga consciência e o Tempo Oportuno.
Kairós é o instante que
a todo momento pode abrir um portal inovador. Mitologicamente representado como
um jovem alado com uma mecha de cabelo na testa, ele só pode ser agarrado pela
frente, ou seja, se ele passar, não tem volta.
Exemplo antigo: Alexandre, o Grande,
que aproveitou o momento certo para expandir seu império em poucas décadas.
Exemplo moderno: uma decisão de carreira
tomada no instante certo, ou o silêncio que evita um conflito desnecessário. Kairós
exige atenção plena, coração presente e coragem para agir. Ele não mede
quantidade, mas qualidade: é o momento que pode mudar tudo.
Kairós indica a
Oportunidade Transformadora; o instante que pode mudar tudo.
No trabalho: através da percepção do
momento certo para lançar um produto ou aceitar uma proposta. Muitas carreiras
se definem por uma decisão tomada no instante oportuno.
Nas relações: através da percepção de quando falar e quando silenciar, quando pedir desculpas ou quando se posicionar. Um gesto no momento certo pode salvar ou transformar uma relação.
Na
espiritualidade: reconhecendo
o instante de revelação, aquele momento em que uma prática ou experiência abre
uma nova percepção da vida.
Você pode aplicar
Kairós no Cotidiano quando atentamente observa sinais sutis nas pessoas e
situações, distinguindo espera de inércia; se mantendo preparado para agir
quando a oportunidade surgir, sem hesitar além do necessário e dispor de
ousadia quando o instante exige coragem, pois o tempo oportuno não se repete.
Cronos nos ensina a
disciplina, mas Kairós nos convida a perceber que o tempo não é apenas aquilo
que passa: é aquilo que fazemos dele.
O verdadeiro poder está
em reconhecer os instantes que podem transformar nossa história.
Assim, Urano nos dá a
visão, Zeus organiza, Cronos disciplina e Kairós transforma. Juntos, eles
mostram que o tempo não é apenas uma linha que passa, mas uma tessitura de
dimensões que se entrelaçam.
A vida contemporânea,
marcada por agendas e produtividade, corre o risco de se perder em Cronos. Mas
é Kairós que nos lembra: o instante certo pode valer mais que anos de espera.
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